Troca-troca sem valor

Eles não sossegam. Herdeiros do sonho de um Brasil cubanizado que não se realizou, com os bolsos recheados de dinheiro proveniente da venda do seu falso patriotismo,os auto-declarados esquerdistas tupinambás atacam de novo.

Um projeto de lei de um tal Milton Flávio (PSDB), tramitando na Assembléia paulista, pretende extirpar os nomes de todos os milicos do regime militar de vias e prédios públicos. Ivan Seixas, presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Umanos apoia, chamando Castelo Branco de criminoso e sugerindo nomes como Miguel Arraes e Leonel Brizola. Carlos Gilberto Pereira – presidente do movimento Tortura Nunca Mais – é mais brando sugerindo Ulisses Guimarães e Mário Covas. Não é muito original.

É claro que ninguém menciona termos rua com nome de Carlos Lamarca, um reles assassino, e nem uma estátua de Carlos Marighella. A mais famosa escola de administração de São Paulo leva o nome de um ditador puro-sangue, Getúlio Vargas, e ninguém cogita trocar-lhe o nome. Nem eu.

Há quem critique também a idéia pelos transtornos que causará e pelos custos de atualização de mapas, escrituras e livros. Concordo, mas não acho que seja esse o ponto central da questão.

Apagar nomes de obras públicas é comum na história da humanidade, e acontece normalmente por um de três motivos. O primeiro é vergonha. Não existe praça na Alemanha com o nome de Adolf Hitler. O segundo é por imposição de um conquistador. O terceiro é por ideologia.

Acho que o caso mais antigo de deleção de um nome por razões puramente ideológicas se deu no Egito, quando todos os cartouches qua grafavam Amenófis IV desapareceu das pedras – mas não da História.

Apagar o nome de presidentes militares é um deserviço.Ao contrário de políticos que acham que podem obliterar a memória da verdadeira história com canetadas, eu prefiro que meus filhos, e os filhos dos meus filhos, tenham presentes essa página brasileira e que a entendam. Só assim poderáo evitá-la repetir-se no futuro.

E para que não me acusem de brucutú radical e direitista empedernido, declaro publicamente que apoio a troca – que acontecerá próxima semana – do nome da rua Sergio Fleury para D. Helder Câmara. Um ato ideológico, mas também de pura vergonha na cara.

(Ok, Ok. Estou terminando uma nova estória e aí vocês se divertem. Enquanto isso meto pau em comunista e eu me divirto)