Nossa língua (1)

A partir desta nota Assertiva presta relevante serviço de utilidade pública e passa a dissipar dúvidas suscitadas por leitores, relacionadas à Novíssima Reforma da Língua Portuguesa. Honramos assim nossa tradição de bastião da pureza gramatical e do bem falar (embora não tenhamos nenhum compromisso com o bem dizer).

Só serão aceitas consultas feitas por carta do próprio punho, endereçadas a:

Assertiva Communications Inc.
Rua Esmeraldo Lindolfo Dias, 2469
Jardim Bacupari 06659-242 São Paulo SP

Para começar vamos responder à leitora Márcia Bordunha Lima, de Perús, São Paulo.

D. Márcia pergunta se o substantivo pe continua com acento. Pe como em “o sapo não lava o pe”.

Não, cara leitora. Monossílabos metatônicos terminados em e, x e z que não tenham homógrafos de radical adverbial passam a dispensar o acento agudo. A exceção são as palavras precedidas por adjuntos adverbiais de trepanação ou que contenham sílabas fricativas como prefixo.

Veja-se por exemplo, a seguinte frase do ilustre acadêmico Paul Rabitt, em O Magro:

“Encostou-se ao pé sôfrego da lareira e adormeceu.”

É evidente que nesse caso o diacrítico é exigido. Simples não?

Continuem escrevendo.