Nem só de guitarra vive o homem

Serginho arriba na terra de Cabral, vindo dos domínios do Shwazenegger. Liga pra redação ambulante do Assertiva:

— Cara, você tá sentado?

Na verdade estava.

— Adivinha o que eu trouxe na bagagem!

Bom. Da última vez ele trouxe Karina Zeviani e uma formação nova pros Mutantes. Sentei outra vez, agora mentalmente. Lá vinha alguma geringonça nova pro coitado do Danilo empilhar na pedaleira. Não era.

— Um Spitfire elétrico!

Um interlocutor menos experiente vasculharia a memória, aflito: que diabos era mesmo um Spitfire elétrico?

Relaxei na hora. Finalmente o Serginho investira dinheiro em um equipamento realmente importante.

— Passa aqui pra gente montar junto — e disse meu apelido de família que eu não revelo aqui nem que a vaca fique roxa de tanto tossir (não somos da mesma família apesar do sobrenome — mas ele descobriu, fazer o que…)

Foi o que fizemos, com a indefectivel ajuda do Walmir, que também é o autor da foto.

O avião completa uma fase de nosso plano de bombardear, junto com o meu Piper Cub, os patos da lagoa da Granja, à sorrelfa, dia desses.

Adoro o mundo adulto.


Karina ZevianiE por falar em Karina Zeviani, a moça é a nova vocalista dos Mutantes, substituindo Zélia Duncan. A moça de Jaboticabal radicada nos EUA já está ensaiando com a banda há algumas semanas. Vocês vão ouvir falar muito da menina. É esperar para ver.

O Liminha — da formação original — também volta à banda. Como o Arnaldo também saiu, a escalação dos Mutantes agora fica assim: Sergio Dias, Dinho Leme, Liminha, Karina Zeviani, Simone Soul, Vinícius Junqueira, Henrique Peters e Vitor Trida.


Mas não se iludam com o rostinho bonito e a bela voz. A garota é insuspeitadamente prendada — parece. Ou pelo menos sabe preparar acepipes de churrasqueira. Numa tarde ensolarada e com falta de energia elétrica, a tropa foi toda — muito a contragosto — para a piscina, exercitar a nobre arte gaúcha.

Karina, tirando o coelho sabe-se lá de onde, montou uns espetinhos de medalhão de quiabo. Isso mesmo: quiabo e bacon. E não é que ficou uma delícia?

Como registro histórico, fica o fato de a Lú ter testemunhado — incrédula — o primeiro quiabo que comi na vida em mais de meio século de existência.