Mais uma

Mais uma tragédia aérea brasileira.

Nos próximos dias, vamos ouvir dezenas de vozes falando da segurança de Congonhas. Muitas vão proferir o indefectível “Eu não disse?”, com relação à operação de Boeings e Airbuses no aeroporto — rábulas inclusos. Já começou, aliás: o presidente do sindicato dos controladores de vôo, um tal de Botelho, em entrevista à CBN, deu lamentáveis declarações político-sindicais enquanto o fogo ainda come solto.

O fato é que um avião pousou em uma pista recém reformada porém inacabada. A Infraero recapeou a pista — como se fosse uma avenida qualquer — sem fazer as ranhuras que preveniriam a aquaplanagem: o chamado grooving. Testemunhas já relataram ouvir o avião acionando o reverso, indicando que encontrava-se no solo, tentando parar.

Chovia no momento do acidente.

E pasmem: os burocratinhas da Infraero levaram uma hora para admitir que o acidente. A quando o fizeram, informaram o número do vôo errado.

Quero ver dirigentes, técnicos e políticos entranhados na estatal explicar-se agora.

A lamentar, as vítimas da irresponsabilidade.