Entrevárido oásis

No frigir das columéias sentei praça. E como sentei! Nem mesmo Napoleão, descravinando o deserto da Judéia em busca do louro, sombra me fazia. Mas pesados eram os legúmenos desjejuns, que tanto me escafedi pelo deserto: desertei pois.

Bins ladinos e osamas espoucantes torturavam-me à noite. Meus pés, como solados bolos, gemiam entumescidos pelo calor e pelo esforço.

Dar fui, no parabólico sentido, com o rabo às tendas. Tâmaras e emires, biscas e odaliscas, méis e camelares leites me esperavam. Algébricas alegorias alcoolizavam a alma alçada ao paraíso. Rolado foi o mágico tapete, e os tambores tam! tam! tam!

Desfaleci.

Em sonhos me vieram os ventres entre véus e acepipes vários. Crocodilos comiam crocantes grãos-de-bico e berinjelas, enquanto o oriental escravo feria as cordas e o bem temperado cravo, que lhe escapava com acinte. De um girau cuspia eu no ábaco dos tesoureiros, tão bêbado de sangüinolentas marias estava.
E falta me faziam os ausentes, do mestre a grafar bundas doutras terras, do raptor de minhas sabinas e dela… ah! e dela…

Despertei azáfamo e febril. Nem cáfila nem gente nem flâmulas nem fâmulos nem nada. Estava só e nú. Acima de mim, os côcos.