Entrevárida lusitana

Pois que de rosa se tinge bem de leve a louzã face da portuguesinha. Será pra mim? Não creio, já que distam de muito as cãs (minhas) das melenas (dela). O pai, mestre das farinhas e das féculas, bordeja o balcão como um contratorpedeiro a proteger a costa. E que costa! Que costa vejo enquanto apanha ela os pães… um… dois… três…

Maldita forquilha de aço que os cata. Eu os queria com o toque das mãos brancas a abençoar-lhes a crosta, a magnetizar-lhes o miolo, branco como suas coxas.

Mais alguma coisa? Sim eu quero. O leite, o leite não pode faltar. Se não o marfim do teu colo aquele da caixinha azul, bem no fundo da geladeira. E ela se abaixa para que o tampo de vidro fique entre seus seios e meu olhar, distorcendo as curvas, amplificando o vale dos sonhos por onde deveria escorrer um rio.

Próximo! O rubor se fora. Mesmo sendo o próximo um lagatão, espadaúdo e belo, o rubor se fora, eu vi. Acho que era para mim.