E foram felizes para sempre

Os franceses chamam de igreja. Igreja de Saint-Eustache. Mas é uma catedral. Menos famosa que Notre-Dame, mas não menos importante para a história. Foi a igreja do palácio do Louvre, no tempo em ele abrigava os reis de França. Sua construção começou no ano em que minha cidade, São Vicente, foi fundada: 1532. Foi concluída 105 anos

Sergio e Lourdes Dias

depois. Nela foram batizados Richelieu e Molière. Nela Mozart assistiu à missa fúnebre de sua mãe. Nela Berlioz e Listz apresentaram algumas de suas composições ao mundo.
E foi nela que Maria de Lourdes e Sergio Dias Baptista se casaram semana passada.

Uma cerimônia emocionante que, para mim, atingiu seu ponto máximo com a execução do concerto em Fa menor de Bach por Monsieu Vincent Crosnier. O órgão de Saint-Eustache é o maior da Europa, e agora sei o que pode ser feito com um instrumento dessa magnitude em uma catedral. Tinha gente chorando, que eu vi. Não eu, claro.

Depois, uma caminhada pelos jardins do Forum des Halles (sim, com girassóis também) até o simpático Au Chien qui Fume, restaurante de longa e curiosa história. E a noite termina no apartamento do Stelius, senhorio de Serginho em Paris e admirador da boa música, onde o violão tocou solto nos dedos do Mutante. O coral improvisado não fez feio diante dos franceses, cantando MPB da boa e rock da antiga. Até que todo mundo se juntou para confraternizar cantando Aline. O que não faz o vinho nacional…

Serginho e Lurdinha merecem o que estão vivendo. É muito bom vê-los felizes em tempos de uniões tão esfarrapadas. Não é preciso ser íntimo do casal para sentir a cumplicidade. Mas os amigos sabem o que passaram para chegar onde chegaram, e se alegram com eles e por eles.

Um grande beijo, meninos. Foi muito bom compartilhar esses momentos mágicos com vocês.


Mais imagens do casamento de Serginho e Lurdinha:

Os noivos

Com os amigos

Hora do brinde

No jardim do Les Halles

O órgão de Saint-Eustache

Au Chien Qui Fume

À porta da igreja