Drops olímpicos

A exemplar democracia chinesa, fruto de cinco milênios de civilização, vem colocando o Comitê Olímpico Internacional numa saia justa. E abriu as porteiras para futuras Olimpíadas — acho que vai virar moda. Londres que coloque as barbas de molho…

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Agora foi a vez de Xico Graziano — quem diria — exibir o adjetivo “massivo” em sua coluna do Estadão. O português do rapaz não anda lá “performando” muito bem.

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E por falar em “performar”, o doutor Luiz Cushnir lá do HC lançou um livro intitulado Os Bastidores do Amor. Em entrevista radiofônica em cadeia nacional ele mostrou estar sintonizado com o dernier cri do linguajar caboclo: tascou um “performar sexualmente” nos pobres ouvintes. É escritor, vejam vocês.

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O Ziraldo e o Jaguar, heim? Um milhãozinho para cada um, mais uma pensãozinha vitalícia por conta de todo o sofrimento, prejuízo e sacanagem durante a ditadura. Como diz a Lú, o eu poético não tem nada a ver com o eu dia-a-dia. Ou, como bem colocou o Spon: o sonho acabou.

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E finalmente consegui pegar o rato que infernizava a vida aqui em casa. Chamava-se Fidêncio. Depois de muita negociação, armadilhas de captura com alto conteúdo tecnológico e tudo, perdi a paciência e botei uma ratoeira. O bicho caiu. Não faleceu de imediato. Sofreu, coitadinho. Tô morto de remorso. Amanhã a Bia vai providenciar a cruzinha e a coroa de flores, e vamos sepultá-lo no jardim com a dignidade que o bicho merece.

Ilustração: Ditadura faz vida mole, de Sponholz
www.sponholz.arq.br