Drops gastronômicos

Drops gastronômicos

Cozinhar é fácil quando se é homem. Faz-se por esporte, e para impressionar amigos e potenciais presas. E também dispõe-se de uma cozinha inoxidável como uma sala cirúrgica do Sírio-Libanês, utensílios importados da Dinamarca e um fogão que é um porsche. Além, é claro, de tempo e dinheiro para garimpar pózinhos e raízes exóticas pelos Santas Luzias da vida.

Assim é moleza.

Quero ver o aprendiz de chef preparar, como acabo de fazer, um miojo ao alho e óleo para se comer rezando de joelhos. Feito na frigideira mesmo.

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O distinto público francês começa a desconfiar da lengalenga a verter do consório Airbus/Air France/Palácio de Eliseu sobre o acidente do ano passado. O birô investigador (BEA) revela coisinha por coisinha a conta-gotas, deixando Asterix com a certeza de que está fazendo jogo de gato e rato com as informações (incompletas).

Agora a Airbus entrou com um pedido de patente de dispositivo que pode evitar a “destruição catastrófica” de uma aeronave. A saber: um novo tubo de pitot.

Quanto a mim, continuo afirmando: o acidente da TAM em Congonhas foi causado por engenharia porca da Airbus. Talvez um dia o futuro me dê razão.

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O Projeto Ficha Limpa parecia ir muito bem até que o mineiro naturalizado carioca Francisco Dornelles meteu a caneta e livrou a cara de todo mundo, Maluf incluído. Imediatamente me veio uma frase de Drummond que roubei e mandei para o Estadão, que publicou: Tinha um Dornelles no meio do caminho, no meio do caminho tinha um Dornelles…