Completamente aéreo

Os primeiros cinco minutos foram promissores. A coreografia e o sincronismo foram de tirar o fôlego, além de plasticamente muito bonito. Nem mesmo o fato de os tambores serem hi-tech tirou a graça da coisa. Pelo contrário: reforçou o gestual da rapaziada chinesa.

Depois a coisa virou meio over, um festival de efeitos especiais, e só. Mas apesar de meio arrastada e cansativa, foi pontuada aqui e ali por coisas interessantes. Poucas realmente emocionantes.

A mão do diretor Zhang Yimou (O Clã das Adagas Voadoras) aparece claramente no espetáculo: gente voando (e andando em paredes) para todo o lado, como ele gosta de fazer no cinema.

Ainda continuo achando a abertura feita pela Grécia a mais bonita dos Jogos Olímpicos.

Agora duro, duro mesmo foi aguentar o Galvão Bueno. Ô cara chato! Ainda por cima não sabe a diferença entre tinta nanquim e aquarela.

Ilustração: Cortesia de Sponholz
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