Brasil com P maiúsculo

Porcos pimpões populam o Planalto
Portando plumas pensam-se pavões
Publicamente pastam prazenteiros
Parcas patacas que o povinho poupa

Pensar patranhas, pleitear propinas
Pousar a pata em póvoa pestilenta
Precisos pilham, pulhas de plantão
Prostrado e pálido o povo pagão

E ao pilantra que a pilhar primeiro
Pobres papalvos pecha lhe pespegam
De piedoso pai da própria pátria
Perene provedor da prestação

Pedindo prenhes de paixão política
Perdão pelas patranhas perpetradas
Puros pilantras, parias procurados
De puros posam em prisco pastelão

Porém passada a praga da polícia
A perorar pisando num palanque
Prometem platitudes, paraisos
E ao parvo populacho o pouco pão