Boemia, aqui me tens de regresso

Boemia, aqui me tens de regresso

Benvindos(as) ao novo Assertiva!

O Assertiva foi lançado em fevereiro de 2006 e esteve ativo até 2013 quando, por circunstâncias várias,  saiu do ar. Mantive em segurança, contudo, não apenasos arquivos como o endereço. Aliás, ele pode até hoje ser acessado também através do endereço original: www.assertiva.blogspot.com.

Para comemorar a volta estou publicando, no carrossel do topo da página, seis postagens com os bastidores de Assertiva, suas histórias e a história dos bloguenígenas. Inclusive revelando o segredo, conhecido de um reduzido punhado de aldeãos, da nossa querida e misteriosa Tina Maria Lilly.

A importância do Assertiva, tal como a rapadura, o Moët Chandon e a febre amarela, ultrapassa sua própria fronteira original. Não pelo seu autor, não senhor. Mas por ter feito parte de uma aldeia cujos habitantes foram batizados por Walmir de Lima como os bloguenígenas. Reinava à época ainda o Orkut como protótipo das febris redes sociais antes de ser esmagado pelo fenômeno do Facebook.

Pois é. O Facebook.

O feice democratizou as postagens. Qualquer pessoa com alguma coisa a dizer – ou desdizer – ganhou acesso a um espaço no ciber-idem através de uma plataforma amigável e capaz de promover o varejo da interatividade com grande competência.

Foi uma farra, convenhamos.

Ao contrário do que preconizam alguns especialistas, eu aposto em uma vida longa e próspera para as redes sociais. Quando não por outras razões, porque elas se tornaram um meio de comunicação ponto-multiponto importante para pessoas e comunidades. Não se telefona mais para familiares para contar como foi o batizado do bebê. Posta-se um texto transbordante de felicidade junto com quarenta e uma fotos e pronto. E ai de quem não curtir! Isso vale para greves, casamentos, jantares íntimos, viagens a Cancun ou São Tomé das Letras e eventos variados, do catito desabrochar de uma orquídea overnight às desgraças em geral.

a vida no face
é como a naftalina:
um exemplo de sublimação

Pela internet trocam-se beijos, informações, abraços, conselhos, laivos de ódio, piadas, estupidez, receita de pudim, fotografia de prato feito e de casal desfeito. Tudo muito humano e tudo muito divertido. Muito horóscopo e pouco necrológio – o que também é muito bom.

E, é claro, não vou aqui por-me a sociologar falando do poder político das massas, turbas e coletividades em geral em prol de uma sociedade mais justa e mais humana. Como na primavera árabe que acabou dando merda problemas ou no movimento coxinha que deu no que deu.

Uma das marcas das redes, para o bem ou para o mal, é a volatilidade do seu conteúdo. Se vivemos tempos de vida líquida, como disse o filósofo, a vida nas redes é gasosa. Nelas o conteúdo sublima: passa do estado sólido diretamente para o gasoso.

Como a naftalina, por exemplo.

Mais uma vez, obrigado pelo click. Parodiando Truffaut em A Noite Americana, espero que você sinta tanto prazer ao ler Assertiva quanto tenho eu em escrever para vocês.