Arqueologia de família

Arqueologia de família

Estou construindo um site novo para a minha família, para abrigar a árvore genealógica, memórias, imagens, a nossa história e muitas estórias.

O site é dedicado principalmente aos nossos jovens, os de hoje e os que virão, como referência de suas origens.

Comecei como um projeto como outro qualquer para a web, como tantos que já fiz, mas depois a coisa pegou. Organizar a própria genealogia é muito mais do que relacionar nomes, coletar e digitalizar documentos e fotos para depois organizar tudo com a ajuda da tecnologia. É entrelaçar vidas, destinos, estórias, até que a sua própria estória de vida ganhe uma dimensão maior, mais ampla. É mais do que registrar a linhagem a que pertencemos, é uma forte indicação do que somos e por que somos assim.

Minha família – como tantas outras – é grande, abriga todas as raças e muitas etnias, e lança seus ramos a lugares tão distantes como a Austrália e o Camboja. A genealogia que estou documentando (com muita ajuda!) começa exatamente no dia 15 de setembro de 1878, na pequena cidade de Douma, nas montanhas do Líbano (foto). Esse ponto de partida foi escolhido porque… bem, têm-se que partir de algum ponto na história. Mas os dados que temos como resultado de uma pesquisa feita pessoalmente em Douma por um tio (falecido recentemente a dias de completar 100 anos), mostram que as raízes da família se aprofundam por séculos naquele lugar milenar, mesclando-se com a história da cidade e se perdendo no tempo.

Por isso tudo, um conselho: você pode desenhar a sua árvore genealógica a qualquer tempo mas, enquanto isso não acontece, busque os mais velhos, colete as suas memórias, anote fatos, grave depoimentos, ouça os causos, as anedotas, as estórias de família que eles têm a contar.

Enquanto ainda é tempo.