Anúncio de monoocularidade

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Depois de um infausto incidente cujos detalhes não vêm ao caso, acabo de perder um olho. O direito. Já estou voltando às atividades normalmente, e já me certifiquei de que posso executar qualquer trabalho meu como antes.

Aos engraçadinhos peço serem criativos com as piadinhas. Nada de dizer que agora vou ter dificuldades para colocar as coisas em perspectiva e, principalmente, que meu olhar sobre o mundo ganha um viés de esquerda. Continuo um liberal convicto e um capitalista malvado.

Ademais, sinto-me em boa companhia na História e até – não sei por que – minha capacidade de escrever sonetos tem curiosamente melhorado bastante nos últimos dias.

Aliás, estou fazendo uma lista de caolhos célebres. Agradeço colaborações.

De resto estou bem, tranqüilo, o cérebro tão afiado e desafinado como sempre foi, o senso de humor intocado.

A todos que me acompanharam nos últimos dias dedico um enorme e carinhoso abraço. Ao Tio Daniel, Tia Gilda e minha mãe, pelo acolhimento, um beijo amoroso. Assim como ao amor de minha família, de meus filhos. E todos os envolvidos hão de concordar que duas pessoas foram especiais para minha rapidíssima recuperação física e mental: Maria Bernadete e Daniel Ribeiro Jr.