A Veja indo pro saco?

A Assunção ao trono de Veja por André Petry foi vista por muitos como um sinal de franca guinada na proposta editorial da revista. O que, para o bem ou para o mal, vem se confirmando.

A revista impressa foi sendo aos poucos esterilizada. Bem aos poucos. Mas já está a meio caminho de mudar o nome para Marie Claire.

E chama a atenção a razzia promovida pelo comandante do barco nas redações.

Primeiro foi Rodrigo Constantino (não fez falta) e Ricardo Setti. Depois foi Joyce Hasselmann.

Mas agora a paulada foi grande: Defenestrados estão Carlos Graieb (quer já exibia cara de poucos amigos nas últimas semanas), Vera Magalhães (menos de um ano de contratada para a coluna Radar), além de Marco Antonio Villa.

A demissão do Villa até entendo: seu estilo virulentamente agressivo já não combinava, mesmo quando a revista ainda tinha garras.

Falta de grana? Conspiração? Esquerda, volver?

Ainda não se sabe, mas posso apostar quais serão as próximas quedas: Augusto Nunes e Reinaldo Azevedo.

Isso confirmaria a tese de que Veja teria realmente se dobrado aos ventos vindos do oeste.

Bem, poderia ser pior. O Petry poderia contratar o Luis Nassif. O que seria um escândalo.

E por fim colocaria em suas páginas a opinião de Leandro Karnal.